- Onde houver ódio, que eu leve o amor; - Onde houver discórdia, que eu leve a união; - Onde houver dúvidas, que eu leve a fé; - Onde houver erros, que eu leve a verdade; - Onde houver ofensa, que eu leve o perdão; - Onde houver desespero, que eu leve a esperança; - Onde houver tristeza, que eu leve a alegria; - Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó Mestre, fazei com que eu procure mais - Consolar, que ser consolado; - Compreender, que ser compreendido; - Amar, que ser amado; - Pois é dando que se recebe; - É perdoando, que se é perdoado; - E é morrendo que se vive para a vida eterna.
Num meio-dia de fim de Primavera Tive um sonho como uma fotografia. Vi Jesus Cristo descer à terra. Veio pela encosta de um monte Tornado outra vez menino, A correr e a rolar-se pela erva E a arrancar flores para as deitar fora E a rir de modo a ouvir-se de longe.
Tinha fugido do céu. Era nosso demais para fingir De segunda pessoa da Trindade. ........................................................ Um dia que Deus estava a dormir E o Espírito Santo andava a voar, Ele foi à caixa dos milagres e roubou três. Com o primeiro fez que ninguém soubesse que ele tinha fugido. Com o segundo criou-se eternamente humano e menino. Com o terceiro criou um Cristo eternamente na cruz E deixou-o pregado na cruz que há no céu E serve de modelo às outras. Depois fugiu para o Sol E desceu no primeiro raio que apanhou. Hoje vive na minha aldeia comigo. É uma criança bonita de riso e natural. Limpa o nariz ao braço direito, Chapinha nas poças de água, Colhe as flores e gosta delas e esquece-as. Atira pedras aos burros, Rouba a fruta dos pomares E foge a chorar e a gritar dos cães. E, porque sabe que elas não gostam E que toda a gente acha graça, Corre atrás das raparigas Que vão em ranchos pelas estradas Com as bilhas às cabeças E levanta-lhes as saias.
A mim ensinou-me tudo. Ensinou-me a olhar para as coisas. Aponta-me todas as cores que há nas flores. Mostra-me como as pedras são engraçadas Quando a gente as tem na mão E olha devagar para elas.
Damo-nos tão bem um com o outro Na companhia de tudo Que nunca pensamos um no outro, Mas vivemos juntos e dois Com um acordo íntimo Como a mão direita e a esquerda.
Ao anoitecer brincamos as cinco pedrinhas No degrau da porta de casa, Graves como convém a um deus e a um poeta, E como se cada pedra Fosse todo o universo E fosse por isso um grande perigo para ela Deixá-la cair no chão.
Depois eu conto-lhe histórias das coisas só dos homens E ele sorri porque tudo é incrível. Ri dos reis e dos que não são reis, E tem pena de ouvir falar das guerras, E dos comércios, e dos navios Que ficam fumo no ar dos altos mares. Porque ele sabe que tudo isso falta àquela verdade Que uma flor tem ao florescer E que anda com a luz do Sol A variar os montes e os vales E a fazer doer aos olhos dos muros caiados.
Depois ele adormece e eu deito-o. Levo-o ao colo para dentro de casa E deito-o, despindo-o lentamente E como seguindo um ritual muito limpo E todo materno até ele estar nu.
Ele dorme dentro da minha alma E às vezes acorda de noite E brinca com os meus sonhos. Vira uns de pernas para o ar, Põe uns em cima dos outros E bate palmas sozinho Sorrindo para o meu sono.
Quando eu morrer, filhinho, Seja eu a criança, o mais pequeno. Pega-me tu ao colo E leva-me para dentro da tua casa. Despe o meu ser cansado e humano E deita-me na tua cama. E conta-me histórias, caso eu acorde, Para eu tornar a adormecer. E dá-me sonhos teus para eu brincar Até que nasça qualquer dia Que tu sabes qual é.
Esta é a história do meu Menino Jesus. Por que razão que se perceba Não há-de ser ela mais verdadeira Que tudo quanto os filósofos pensam E tudo quanto as religiões ensinam?
Ó Pai Não deixes que façam de mim O que da pedra tu fizestes E que a fria luz da razão Não cale o azul da aura que me vestes Dá-me leveza nas mãos Faz de mim um nobre domador Laçando acordes e versos Dispersos no tempo Pro templo do amor Que se eu tiver que ficar nu Hei de envolver-me em pura poesia E dela farei minha casa, minha asa Loucura de cada dia Dá-me o silêncio da noite Pra ouvir o sapo namorar a lua Dá-me direito ao açoite Ao ócio, ao cio À vadiagem pela rua Deixa-me perder a hora Pra ter tempo de encontrar a rima
Ver o mundo de dentro pra fora E a beleza que aflora de baixo pra cima Ó meu Pai, dá-me o direito De dizer coisas sem sentido De não ter que ser perfeito Pretérito, sujeito, artigo definido De me apaixonar todo dia De ser mais jovem que meu filho E ir aprendendo com ele A magia de nunca perder o brilho Virar os dados do destino De me contradizer, de não ter meta Me reinventar, ser meu próprio Deus Viver menino, morrer poeta
Did you ever wonder who you are do your ever wonder as you stare into the stars Where you began And how you got this far from home?
Have you ever walked along the shore Have you ever seen the water dancing back and forth Did you look inside To see if there was more to life
Theres a dream taking wings Theres a voice that wants to sing Even in the deepest darkest night The Torch is raised to the sky There are hands that hold it high You were born to keep it burning bright You were made to fly you were meant to shine Child of light
You will never ever stand alone You were never called to bare your burdens alone Where theres fear Love will take control And lead you on
Theres a dream taking wings Theres a voice that wants to sing Even in the deepest darkest night The Torch is raised to the sky There are hands that hold it high You were born to keep it burning bright You were made to fly you were meant to shine Child of light
Theres a dream taking wings Theres a voice that wants to sing Even in the deepest darkest night The Torch is raised to the sky There are hands that hold it high You were born to keep it burning bright
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MOMENTO
É no teu Ser Que o meu olhar se expande Sedento do teu abraço Terno e longo Que envolve Todo o meu corpo trémulo Aí junto ao teu peito Perco-me da realidade E esvoaço pelo Azul De um Céu que me acolhe Nesta vibração única Que é AMAR-TE aqui e agora Expressando todas as vidas Que partilhamos No mundo físico e não físico Cada olhar teu transporta Histórias de Vidas Vividas ao som de um Amor Imenso Que nos embala a Alma Teus beijos são brisas suaves Que roçam a minha pele Deixando nela a ternura E o calor dos teus lábios Tuas mãos cheias de doces carícias São receptáculos Do AMOR que flui Do teu doce Coração Que deixas em mim Em cada momento de AMOR Mas o que são esses momentos? São todos os segundos Que partilho contigo Por isso cada segundo Das nossas vidas É envolvido Pelo sentimento Do Amor partilhado Em respeito e liberdade Pelo o que cada um É Amor e Luz em movimento Amo-te como sempre te Amei Através de todos os tempos E para toda a eternidade NO SER ÚNICO QUE SOMOS.
Texto de MARLIZ Produção e locução de FRANCIS SAVLER